ponto de vista

Gessy Rangel - gessy@ojornalnit.com.br

A CREDIBILIDADE PERDIDA

Estamos vivendo um tempo de credibilidade perdida, em que ninguém acredita mais em ninguém.

Impulsionada pelas açodadas trapalhadas e pelos malfeitos dos governantes, governados e até desgovernados, a credibilidade no nosso país atinge o fundo do poço. Com credibilidade negativa, torna-se impraticável qualquer tentativa de retomada do crescimento da economia.

Sem um mínimo de credibilidade, o Brasil perde a marca própria de nação democrática, passando a viver sob o risco novamente de regime discricionário, de deletérias consequências, já por nós sobejamente conhecidas.

É importante sublinhar que o êxito de qualquer reforma nacional depende do estabelecimento de prioridades que nem sempre podem ser limitadas a simples soluções matemáticas.
Não há quem se oponha a reformas, embora as de hoje continuem sendo as mesmas preconizadas e não realizadas ao longo das últimas quatro décadas.

A reforma previdenciária proposta pelo governo já começa a sofrer restrições rumo ao destino fatal que contemplou as similares anteriores. A reforma da previdência subiu no telhado e não tem a menor chance de ser aprovada neste momento.


Não se trata de críticas políticas, pura e simplesmente, mas de reações populares que medram por todo o país. Cada vez mais, fica assim comprovado que nenhuma reforma se concretiza sem o apoio popular.


Portanto só e bom para o país o que é bom para seu povo. Nesse sentido, para obter o apoio popular, há que se realizar primeiramente um trabalho de conscientização, isto é, o povo deve ser convencido de que o resultado das reformas pretendidas é bom para todos ou pelo menos para a maioria.


Só depois de alcançada a conscientização, por meio de uma mobilização midiática, é que se deve partir para a concretização de projetos reformistas. Sem esse prefácio, não se conseguirá nem mesmo a indispensável aprovação do Congresso.


É oportuno lembrar que na democracia a primeira e a última palavra pertencem ao povo. Em nação democraticamente constituída "o poder emana do povo e em seu nome é exercido".


Legado do povo desde o seu início, a eleição e o mandato, qualquer mandato, deve ser cumprido em sua plenitude, mas sob o crivo do povo e/ou de seus representantes legais.
Desse jeito e de acordo com o lema Ordem e Progresso, que venham as reformas, desde que atendam a nossas aspirações e necessidades.

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