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Tudo Blues Festival, serão oito dias de muita música em Niterói.

Niterói, 11/05/2018 09:11:09
Já no quarto ano de sucesso, o Tudo Blues tem como definição dar ênfase ao blues, mas sempre abrindo as portas para outros ritmos que vieram através dele, como o jazz, rhythm'n'blues, rock, country blues, entre outros. Serão oito dias de festival, sendo uma atração por dia e sempre de quinta a domingo, ou seja, de 17 a 20 de maio e de 24 a 27 de maio. Todos os shows serão às 20 horas.
Nessa edição 2018, o festival receberá, no dia 17 de maio, a banda Laranjeletric, formada no Rio de Janeiro, e que vem com um show focado no CD lançado no final de 2017. A Laranjeletric tem forte influência dos clássicos da música negra norte-americana, indo do blues ao funk, passando pelo gospel e pelo soul, além de canções autorais influenciadas por estes estilos. À frente da banda, Marco Lacerda (guitarra e voz), Marcus Kenyatta (guitarra e vocais) e Ygor Helbourn (bateria e vocais). Complementando a Laranjeletric, a participação de Mario Portella no baixo e Bruno José Durans na percussão, o qual receberá uma homenagem especial.

Dia 18, é a vez do guitarrista Daniel Cheese, que vai apresentar,  especialmente para o festival Tudo Blues, um pouco do seu trabalho autoral e de bandas e artistas consagrados, como Allman Brothers, Led Zeppelin, Aretha Franklin e Freddie King. Com dois CDs independentes lançados, 'Skavish' e 'Carioca Blues', Daniel Cheese é o fundador da 'Água Brava', banda que participou de vários eventos da saudosa rádio Fluminense FM. Além disso, Daniel Cheese foi um dos pioneiros do Projeto Niterói Discos e também foi produtor das bandas cariocas 'Big Allanbik', 'Baseado em Blues' e 'Blues Etílicos', e dos guitarristas Ricardo Giesta e Big Gilson.

A cantora e atriz Rosa Marya Colin é a atração do dia 19. Com mais de 50 anos de carreira, Rosa Marya Colin,  que ficou conhecida do grande público pela gravação da música 'Califórnia Dreaming', irá interpretar alguns grandes clássicos do blues. Na sua apresentação, Rosa Marya vai ter a participação especial do gaitista Jefferson Gonçalves. A combinação da sua bela voz rouca com o som da gaita dá um novo brilho e interpretação a músicas como 'Precious lord', 'Ain't got no, i got life' de Etta James, 'St Louis Blues' de W.C. Handy, 'Same old story' de BB King, 'I put a spell on you' de Nina Simone, entre outras clássicas do R&B , do rock e do spiritual. Além de Jefferson na gaita, Rosa Marya Colin vai estar acompanhada por Flavinho Santos na bateria, Samir Aranha no contrabaixo e Eduardo Ponti na guitarra.

Fechando a primeira semana do festival Tudo Blues, dia 20, quem se apresenta é a banda Colorado Country. Será uma noite dedicada ao country blues, bluegrass e ao folk rock. A Colorado Country nasceu em Niterói (RJ) em janeiro de 1991, e é formada por Tavinho Torreão (voz e violão), Tatoo (guitarra, banjo e voz), Neneco Lisboa (guitarra, violão, mandolin e voz), Raimundo Luiz (baixo) e Adriano Guimarães (Bateria). Todos pioneiros no estilo country-rock no Rio de Janeiro. Com três discos autorais lançados, a banda vai tocar algumas de suas composições e sucessos de Creedence Clearwater Revival, Simon and Garfunkel, America, Crosby, Stills, Nash and Young, Lynyrd Skynyrd, entre outros.

Abrindo a segunda semana, no dia 24, a atração é a EL84 Rock'n'Blues Band. Composta por músicos com mais de 30 anos de experiência na estrada do rock e do blues, e alguns com trabalhos realizados no exterior, a EL84 é uma banda que foi fundada em 2015, mas que raramente se apresenta para o público. Como cada integrante tem outros trabalhos ligados à música,  fica difícil que a banda faça shows regularmente. A EL84 traz, no repertório, clássicos do blues e do rock, que vão dos anos 40 até final dos anos 70, com músicas de Sony Boy Williamson, B.B. King, John Mayall, Jimmy Hendrix e Albert King. A EL84 Rock'n'Blues Band é formada por Zé Maurício (guitarra), Mauro Pavanelli (guitarra e voz), Leo (bateria), Carlito (piano e teclado) e Ednei Freitas (baixo).

No sexto dia do Tudo Blues, dia 25, é a vez do guitarrista Ticão Freitas, que  traz, no seu show, um pouco de jazz, blues, soul e algumas pitadas de bossa funkeada. Essa mistura de ritmos veio apor meio dos trabalhos que Ticão Freitas realizou ao lado de grandes artistas da MPB e da música instrumental como Arthur Maia, Leo Gandelman, Ivan Lins, Sandra de Sá, Mart'nália, Claudio Zoli, Vanessa da Matta e outros. Sua apresentação é um mix instrumental com composições autorais e algumas releituras de grandes artistas que o influenciaram em sua trajetória musical. Ticão Freitas vai ser acompanhado pelos músicos Marcelo Linhares no baixo, Felipe Martins na bateria e Luiz Otávio no teclado e piano, além de contar com as participações especiais do baixista Arthur Maia, do saxofonista Marcelo Martins e da cantora Lêssa Haggai.

O festival Tudo Blues apresenta, no dia 26, a banda Blues Etílicos, que vai mostrar o seu mais novo trabalho, EP digital 3000. O grupo, que já lançou 12 álbuns e um DVD em mais de 30 anos de carreira, é formada por Greg Wilson nos vocais e guitarra, Flávio Guimarães na gaita e vocais, Otávio Rocha na guitarra, Claudio Bedran no baixo e o novo componente da banda, Beto Werther na bateria.  O quinteto, que funde a densidade do blues com a pegada do rock e o balanço da música brasileira, tocará as inéditas '3000', de Pedro Luis / Flávio Guimarães / Sérgio Paes, 'O que eu não sei', de Jim Liban / Mauro Sta Cecília, e os clássicos como 'O Sol Também Me Levanta', 'Dente de Ouro' e 'Misty Mountain', num show inédito.

Encerrando o Tudo Blues no dia 27, o palco do Teatro da UFF recebe a banda The Al Pratt Blues Session, comandada pelo músico americano Al Pratt, que nasceu e cresceu numa região bem do interior dos EUA nos anos 50-60, onde seu primeiro contato com o blues foi pelo country blues de Johnny Cash e Jerry Lee Lewis. As rádios locais não tocavam música negra e, mesmo que a televisão mostrasse American Bandstand (um programa que incluía The Coasters, Chubby Checker, e outros artistas negros), o blues ficava fora do cardápio, porque não era considerado decente  para os jovens do interior. Anos depois, Al Pratt mudou-se para uma cidade grande e lá, sim, ouviu B.B. King, Howlin' Wolf, Willie Dixon, Gene Phillips, John Lee Hooker e Leadbelly e outros artistas que não pode conhecer na sua cidade natal. Essa mistura de blues com folk sempre o fascinou e seu trabalho tem um pouco disso.

The Al Pratt Blues Session traz algumas releituras de músicas clássicas, demostrando as raízes e as influências do blues no nascimento do gênero folk-blues e rhythm & blues,  que passa depois  pelo blues britânico e southern rock e, finalmente, no blues autoral. A formação da banda é: Al Pratt (piano e Hammond organ, violão de 6 e 12 cordas), Eric Pratt (guitarra), Alex Tavares (baixo e vocal), Andre Carvalho (bateria) e convidados especiais.

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